Vivemos num país onde o trabalho não produtivo ultrapassa os 35% (fonte: Expresso).
Poderiamos fazer muito mais sem aumentar a carga laboral diriam alguns.
Na Espanha e na França onde esta percentagem é ainda maior, as empresas em média produzem mais. Este argumento cai por terra.
A resposta é simples, produtividade.
Confunde-se muito produção (conjunto de bens e serviços produzidos) com produtividade (taxa na qual os produtos e serviços são produzidos).
Numa análise leve existem opções para fazer mais: aumentar o trabalho produtivo e/ou aumentar a produtividade.
Assumamos um trabalhador português (com os 35% de trabalho não produtivo) cujos objectivos diários estão a ser cumpridos.
Seria legitimo assumir que apenas teria de trabalhar 65% do dia dado que é suficiente para os objectivos da entidade patronal. Bastam apenas 5 horas e 12 minutos de trabalho produtivo para cumprir os objectivos. Se cortarmos as quase 3 horas da carga horária diária restante teremos um aumento significativo de produtividade mantendo os objectivos.
Assumamos um outro cenário. Uma empresa tem um excesso de encomendas e pondera a contratação de novos funcionários, trabalho temporário, subcontratação. Todas estas opções implicam um custo adicional. Aumentando o trabalho produtivo e/ou produtividade tal não seria necessário.
Sem querer entrar em assuntos como gestão do tempo, motivação, planeamento e definição de objectivos, este raciocínio simples pretende demonstrar que existe elasticidade entre produção e produtividade. Cabe a cada gestor estar atento e gerir o melhor balanço.
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